terça-feira, 13 de junho de 2017

Do Mundo Nada se Leva (You Can’t Take It With You, Frank Capra, EUA, 1938): (“O ANTAGONISMO ENTRE NEGÓCIOS E FESTAS: O ELO É O AMOR”)

Do Mundo Nada se Leva (You Can’t Take It With You, Frank Capra, EUA, 1938):

(“O ANTAGONISMO ENTRE NEGÓCIOS E FESTAS: O ELO É O AMOR”):

(CRÍTICA POR RAFAEL VESPASIANO):




“O principal foco da construção narrativa da obra de Frank Capra em Do Mundo Nada Se Leva é o amor e suas impossibilidades e possibilidades amorosas, estruturadas por um roteiro exemplar de Robert Riskin, que retrata a história de Alice Sycamore (Jean Arthur) e Tony Kirby (James Stewart), que separados pelas diferentes realidades sociais, lutam contra a incompatibilidade hierárquica social e política das famílias.



A de Tony, conservadora e abastada se põe desde o início do filme contra o casamento dele com Alice, sua secretária, por quem se apaixona, cuja família é mais simples e mais baixa em status social, porém dona de um lar onde sempre se encontram os fogos de artifício, música, dança e diversas invenções, uma família apesar das dificuldades extremamente festiva e alegre com a vida em geral.
Já Tony, vice-presidente do banco do pai, sente-se distante de sua família e é oprimido por sua realidade e o que querem dele, deslumbra-se com aquela família em que todos fazem o que desejam, em um momento em que o mundo se via às portas da Segunda Guerra Mundial. Ao longo da narrativa, o avô de Alice, Vanderhof (Lionel Barrymore), o dono do terreno da comunidade se recusa a vendê-lo para o pai de Tony, indo contra os planos do banqueiro e gerando conflitos entre as famílias.

O antagonismo de realidades exposto acima, entre a realidade do momento e a necessidade de conquistar o sucesso através dos negócios e o mundo dos sonhos, que dispensa os valores essenciais tão importantes para a primeira situação se evidencia nas personalidades do banqueiro e do dono da comunidade e a união das situações, resultado do choque entre os valores antagônicos, se dar no romance de Tony e Alice. ”